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Competição: A nossa Nascar

Competição: A nossa Nascar

Criada no Brasil na década de 1970 e em nova fase desde o ano passado, a categoria teve duas corridas realizadas até agora e tem o piloto Daniel Serra como líder

Além da Fórmula 1, os brasileiros têm uma importante competição automobilística para acompanhar e torcer. Trata-se da Stock Car, categoria que teve como referência a tradicional Nascar (National Association for Stock Car Auto Racing), dos Estados Unidos. À semelhança da original, ela também usa modelos de linha das montadoras como base para a construção dos carros.
Desde o ano passado, a Stock Car vive uma nova fase, que aumentou sua competitividade. Antes contando apenas com a Chevrolet, ela teve a entrada de uma nova montadora, a Toyota. São 17 equipes e 36 pilotos e entre eles estão nomes conhecido no universo do automobilismo esportivo como os ex-pilotos de Fórmula 1 Rubens Barrichello e Felipe Massa, Cacá Bueno (filho do apresentador Galvão Bueno), Nelson Piquet Junior (filho do piloto de Fórmula 1 de mesmo nome) e Tony Kanaan, que também é piloto da Fórmula Indy, prova de velocidade norte-americana.
Além da presença de pilotos com currículos vencedores, a temporada de 2021 da Stock Car vai ter a continuidade de medidas implantadas no ano passado que aumentaram ainda mais a competitividade. Uma delas é a possibilidade que os pilotos têm de descartar o resultado das quatro piores corridas (uma a mais em relação às regras do ano passado) antes da definição dos pontos para a final. A outra é a obrigatoriedade de que os cinco melhores classificados no campeonato usem um lastro (peso extra) para deixar o carro mais pesado e equilibrar o grid.
Com duas corridas já realizadas, a Stock Car tem como primeiros colocados (nessa ordem) os pilotos Daniel Serra, Bruno Batista e Átila Abreu. Mais dez corridas serão realizadas até o fim do ano (veja cronograma abaixo). Os circuitos são distribuídos entre os estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.
Assim como a Fórmula 1, a Stock Car também tem suas lendas. A maior delas é o piloto Ingo Hoffman, competidor mais premiado da história da prova, com 12 títulos. Mas ela também tem um lugar reservado para as máquinas históricas. O Chevrolet Opala, que durante décadas foi o carro com um dos motores mais potentes do mercado, foi o modelo onipresente na Stock Car durante 15 anos, desde o início das provas em 1979. Ele só perdeu esse posto em 1994, com a chegada do Ômega.
E falando em modelos usados na Stock Car, uma curiosidade sobre eles é que até 2019 a carroceria externa, vista nas corridas, era apenas uma carenagem imitando a aparência dos modelos originais. No ano passado a competição passou a adotar uma carroceria mista, em que parte dos componentes é o mesmo dos carros de passeio e outros, como capô e parachoques são feitos de fibra de vidro. E, claro, a parte interna é bem diferente dos originais de passeio, com quase tudo removido para reduzir o peso.

Saiba + Sobre a Stock Car
A Stock Car foi criada pela Associação Brasileira de Revendedores Chevrolet e teve sua primeira corrida no dia 22 de abril de 1979. Como era uma competição de velocidade, o carro escolhido foi o Opala, modelo mais potente da Chevrolet na época. Seu crescimento de público e de relevância no automobilismo esportivo do Brasil se deu na década seguinte.
Na década de 1990, quando o Brasil abriu o mercado para as importações de veículos e houve significativas mudanças no mercado, o velho Opala deu lugar ao Omega como carro base da Stock Car. Este último modelo passou a ser o veículo mais luxuoso e potente da Chevrolet. Mas é fato que não conseguiu despertar tantas paixões quanto o Opala, que até hoje tem uma legião de admiradores e saudosistas.
Na década de 2000 a categoria ganhou a adesão das montadoras Mitsubishi, Peugeot e Volkswagen, que passaram a fazer companhia da Chevrolet. Mas essa parceria não durou muito tempo e todas saíram do torneio, deixando a marca pioneira sozinha novamente. Isso só mudou no ano passado, com a entrada da Toyota.

Veja o cronograma das próximas etapas
19/06
São Paulo
20/06
São Paulo
11/07
Paraná
01/07
Paraná
22/08
Paraná
19/09
Rio Grande do Sul
23/10
São Paulo
24/10
São Paulo
21/11
Goiás
12/12
A definir