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Competição: Porque elas também gostam de carro

Competição: Porque elas também gostam de carro

Uma série de iniciativas da Federação Internacional de Automobilismo está em andamento para estimular mulheres a participarem mais do universo automotivo

Quantas mulheres você conhece em grandes equipes e competições como Fórmula 1 ou Stock Car? Poucas, não é? Bem, para mudar essa realidade e mostrar que muitas delas gostam do universo automotivo, a Federação Internacional de Automobilismo está conduzindo uma iniciativa chamada Women In Motorsport Commission (algo como Comissão de Mulheres em Esportes Motorizados).
Criada em 2009, a entidade tem, entre seus objetivos, demonstrar que mulheres são reconhecidas e respeitadas pela FIA, que os esportes automotivos estão abertos para elas participarem seja como competidoras, chefes de equipe, engenheiras, mecânicas (ou qualquer outra função que desejem), divulgar a participação delas através de mídias e eventos e encorajar as mais jovens a entrarem neste universo.
A Women In Motorsport Commission tem como embaixadora honorária a francesa Michèle Mouton, piloto de rali que detém o título de primeira mulher a vencer o Campeonato Mundial de Rali, em 1981. A entidade também é representada por outras cinco membros que exercem funções na indústria automotiva ou no automobilismo esportivo como piloto, executiva de equipe e engenheira. Há, também, representantes da entidade em 70 países (incluindo o Brasil).
Uma ação de destaque da Comissão é o The Girls on Track – Karting Challenge. Lançada em março de 2018, ela consiste em desafios de slalom (quando são colocados obstáculos na pista e os pilotos têm de andar em ziguezague entre eles) para meninas de 13 a 18 anos em cidades de oito países europeus. A programação do torneio prevê a seleção das três pilotos mais rápidas de cada país para competirem em uma final e destinar as seis melhores para treinar nas principais instalações da FIA com o suporte de um programa educacional.
Outra ação é um documento intitulado “Engineer Your Career – A World of Opportunity in Motor Sport” (que pode ser traduzido como “Inclua Engenharia em sua Carreira – Um Mundo de Oportunidades no Esporte Automotivo”. Segundo a Federação, ele foi especificamente desenvolvido para encorajar jovens mulheres a considerar alguma das engenharias como uma possível profissão. No conteúdo, explicações sobre as alternativas, como Engenharia Mecânica, Aeroespacial, Civil e Elétrica, e a relação que cada uma delas pode ter com o automobilismo esportivo. O documento está disponível em francês, inglês e espanhol.
Há ainda a “célula de detecção”, ação criada em 2014 que tem como objetivo identificar mulheres com talento para piloto ou copiloto e ajudá-las a alcançar bons resultados em competições de automobilismo. Como possível desdobramento dessa iniciativa, a FIA considera a criação de uma Academia para Mulheres Piloto, que irá oferecer treinos mais estruturados e oportunidades para as melhores corredoras.
Por fim, desde 2011 a FIA incluiu a seleção de uma mulher entre os 51 lugares do CIK Academy Trophy, que seleciona os talentos mais promissores entre pilotos de kart de 12 a 14 anos, em 40 países, para treinar e competir em uma base comum.
Para quem se interessou por esta iniciativa e quer ver como anda a política de incentivo para aumentar a participação feminina no universo automotivo mundial, o endereço da Women In Motorsport Commission é www.fia.com/women-motorsport.