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Amarok V6: Quase um foguete

Amarok V6: Quase um foguete

Com o sistema motor-câmbio que garante desempenho de veículo esportivo, a despeito de seu peso e do tamanho avantajado.
Guiá-la é diversão certa

Muita diversão. É assim que pode ser resumida a experiência com o motor turbodiesel da Amarok. Ele, que foi modificado e ganhou mais potência e torque (de 225 cv para 258 cv e de 56,1 kgfm para 59,1 kfgm), tornou a picape o modelo com o melhor desempenho de sua categoria, considerando as picapes grandes mais vendidas no ranking da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Para se ter ideia, a aceleração da Amarok de 0 a 100 km/h é de 7,4 segundos. Esse tempo é apenas um segundo maior que o do modelo esportivo Audi A4.
De acordo com a Volkswagen, o desempenho da picape está à disposição do motorista em rotações relativamente baixas, entre 1.400 rpm e 3.000 rpm. Pudemos conferir, no test-drive, que ela realmente anda bem sem que seja preciso pisar fundo no acelerador. Isso traz como efeitos imediatos um baixo nível de ruído e menor consumo de combustível. Este último fato foi constatado na prática. Em um test-drive de 10 dias que incluiu uma pequena viagem para município fora de Fortaleza, na qual estava incluído um trecho em estrada de terra e muita lama, devolvemos a picape com mais da metade do tanque.
A versão guiada foi a Highline (além dela, a Volkswagen oferece a Extreme). Diferentemente de outras montadoras que comercializam picapes na mesma categoria, a Volkswagen concentrou seus dois modelos na faixa mais alta de preço e itens de conforto. Por isso, ambos vêm apenas com motor turbodiesel (não há motor a gasolina disponível) e câmbio automático de oito velocidades (não há opção de câmbio manual).
Como o nivelamento da Amarok é “por cima”, a Highline não economiza nos itens de série. O câmbio permite trocas manuais pela alavanca ou pelas aletas (shift paddles) atrás do volante. A tração é a integral 4Motion, que deixa o motorista despreocupado, seja rodando no asfalto ou em pisos de pisos de terra, cascalho ou acidentados.
Outros recursos eletrônicos de série são o Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC), HDC (Controle Automático de Descida), HSA (Assistente para Partida em Subida), BAS (Sistema de Assistência à Frenagem), ASR (Controle de Tração), EDS (Bloqueio Eletrônico do Diferencial), freios ABS off-road, RBS (sistema de frenagem na chuva), freios com discos ventilados nas rodas traseiras, airbags laterais para motorista e passageiro e Post Collision Brake (sistema que para o veículo após uma batida frontal).
Pudemos experimentar a combinação de todos esses recursos em uma estrada de terra bastante prejudicada pela chuva. O resultado é que o veículo não tem medo (nem deixa os ocupantes com esse sentimento) quando entra nas poças ou atravessa uma sequência grande de buracos. Vale ressaltar, aliás, que apesar de ser um modelo de luxo, feito para rodar suave na cidade, a Amarok deu a impressão que se “sente” à vontade, mesmo, é no universo off road.
Mas falando no conforto em trechos urbanos, dentre os acessórios presentes na Amarok que guiamos estavam ar condicionado digital de duas zonas, câmera de ré e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, sistema multimídia com CD player, MP3, Bluetooth, SD-card e navegação, volante multifuncional em couro com comandos e banco do motorista com regulagem eletrônica.
Com apenas duas versões da Amarok e ambas posicionadas no topo de linha, ou seja, repletas de tecnologia e conforto e com motor de alto desempenho, a Volkswagen parece investir no ganho garantido pelo alto valor agregado dos modelos. A versão que guiamos tem preço no site a partir de R$ 265.280,00. Podemos assegurar, com base em nossa experiência, é que os felizes proprietários vão ter um veículo muito potente, confortável e adaptado para rodar bem e garantir conforto seja na cidade ou em trechos off road.